Mais exclusivos eram os Laserdisc, um disco do tamanho de um LP e com a aparência de um CD, que na época deixaram muitos de bocas abertas com a sua qualidade de som e de imagem, além da própria aparência da mídia, é claro.


Laserdisc tinha o tamanho de um LP
O CD e os drives CD-RW para PCs foram gradativamente substituídos pelos DVDs, esses que por sua vez também sepultaram qualquer chance de sucesso do Laserdisc no mercado de home-vídeo, e agora estão perdendo cada vez mais terreno para os Blu-Rays neste mesmo mercado. Mas, embora o Blu-Ray esteja tendo um relativo sucesso como uma mídia para filmes, o mesmo não pode ser dito sobre o seu sucesso nos computadores, e isso pode ser uma dica de que este meio de armazenamento está chegando ao seu fim, ou ao menos no começo dele.

CDs e DVDs enfrentam a concorrência do Blu-ray e da distribuição digital
As lojas de CDs e os CD Players são cada vez mais raros, enquanto quase todo celular pode guardar e tocar uma infinidade de músicas. E os serviços de vendas de músicas digitais, como o iTunes, Amazon MP3, Zune e outros estão batendo recordes de vendas ano a ano, sem falar no compartilhamento ilegal via P2P.
Os vídeos e softwares estão seguindo pelo mesmo caminho na medida em que mais pessoas tem acesso à Internet em banda larga.
Hoje em dia os vídeos, além dos serviços on-demand das operadoras de TV por assinatura, são muito vistos via streaming em sites como o YouTube e serviços como Netflix, Hulu e outros, além do compartilhamento ilegal de filmes e séries nas mais diversas qualidades, resoluções, entre outros, como em sites de Torrents, por exemplo.
Atualmente, é possível comprar um DVD Player com suporte a arquivos de vídeo em Divx/XviD via USB por pouco mais que um Player que rode apenas DVDs, e a maioria dos players de Blu-Ray e as novas HDTVs possuem entrada USB que, além de suportarem Divx, também leem arquivos de vídeo em alta definição, os chamados MKVs. Isto sem citarmos os Players que só possuem interface USB e nada mais, como o WD TV HD e Boxee.
Com os softwares não é muito diferente. Por exemplo, é mais fácil comprar o Windows e o Office direto do site da Microsoft e baixá-los ao invés de recebê-los em DVD, e mais recentemente a Apple aboliu completamente a mídia óptica como meio de venda e instalação de seu mais novo sistema operacional, o Mac OS X Lion, disponível apenas via download ou em um (caro) pendrive. Nos jogos essa tendência é ainda mais visível, com serviços como o Steam vendendo jogos via download quase sempre por preços menores que os mesmos jogos em DVDs. O mesmo cenário também é visto nos consoles, com jogos completos sendo vendidos na Xbox Live e na PSN.
As mídias ópticas ainda tem os seus usuários, sejam aqueles que gostam de tê-las em mãos, como no caso dos CDs de músicas, DVDs e Blu-Rays de filmes, ou então para backups, mas com o custo por gigabyte cada vez mais baixo nos pendrives e HDs, e mais pessoas tendo acesso à Internet via banda larga, talvez nem mesmo as prometidas mídias holográficas consigam reverter esta tendência.
Será que o filme “De Volta Para o Futuro - Parte II” previu o futuro das mídias ópticas ao mostrar pilhas e pilhas de CDs e Laserdiscs jogadas no lixo em 2015?
Editado por pallan, 27 setembro 2011 - 10:13.



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